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29 de maio de 2017

Nas favelas é comum as crianças e adolescentes jogarem futebol, praticarem uma luta ou outro esporte.

Desde 2010, o americano e instrutor profissional de alpinismo, Andrew Lenz, de 35 anos, oferece um esporte radical para os moradores da Rocinha: a escalada. Ele construiu um espaço com a ajuda de esportistas doadores para aproximar os moradores com o esporte.

Localizado na Cachopa, o Centro de Escalada Urbana (CEU), visa aumentar a autoestima, a responsabilidade pessoal, a consciência sobre o meio ambiente e os hábitos cotidianos saudáveis dos jovens que participam do projeto. “Eu acredito que a escalada te ensina muito mais do que só a escalada. Ela te ensina a lidar com o medo, como lidar com situações complexas, você confiar no outro e tudo isso acredito que seja muito fácil aplicar em outros momentos da vida”, conta Lenz.

Jovens participam de aulas na Cachopa e depois são levados para escalarem montanhas na cidade.

Durante a construção do espaço, os moradores não entendiam a utilidade dos muros de escalada com cerca de 6 metros de altura. Depois que tudo foi montado, os moradores começaram a entender o que era, entretanto, a interação das pessoas com o muro ainda é baixa porque elas não conhecem a prática da escalada.

Busca por novos alunos

O local foi construído com toda a segurança necessária para a prática esportiva. No espaço, os alunos recebem orientações e o equipamento para dar os primeiros passos gratuitamente e acompanhada por monitores.

O projeto atende jovens de 12 a 19 anos e quem conclui o curso básico ganha um kit, com cadeira, sapatilhas e capacete. Também há o curso intermediário e avançado. Depois que os jovens recebem treinamento, eles são levados para escalarem diferentes locais no Rio, como o Morro Dois Irmãos, o Pão de Açúcar e as Paineiras.

O morador da Vila Verde, Rodrigo Alves, de 16 anos, conheceu o projeto através do projeto Rocinha Surfe Escola. Já fez boxe, não curte futebol, mas sempre gostou de esportes radicais. “No começo é meio estranho, mas fui praticando e ganhando segurança até que depois escalei o Morro Dois Irmãos”, diz ele que complementa: Escalar os morros tem mais emoção e é muito melhor porque não tem competitividade”.

Segundo Andrew, para se inscrever, o responsável precisa ir até o espaço para conversar com os instrutores. “Temos uma ficha de inscrição padrão e uma liberação dos responsáveis para a prática do esporte porque senão eles podem ver na internet que seu filho está pendurado há 100 metros do chão e não sabem”, brinca ele.

Um dos primeiros alunos do projeto, o morador do Laboriaux, Jonas Caitano, de 17 anos, pretende cursar Educação Física na faculdade. Praticante de surfe, conta com orgulho que trouxe muitos amigos para o projeto, mas lamenta a falta de cuidados com a natureza. “Dói no coração quando vou fazer uma trilha e vejo lixo no mato, acho que devemos respeitar a natureza e aprendi isso no projeto”, conta ele.

Os interessados em aprender a escalar deve ligar para (21) 99328-5904 ou na página do projeto no facebook: www.fb.me/escola.ceu

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Categoria: Esportes
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