Rocinha é marcada por deslizamentos

Com a chegada do verão, a cidade começa a se preparar para as fortes chuvas do período, que chega a alagar ruas e causar deslizamentos, principalmente nas favelas cariocas. Segundo um estudo da Geo-Rio, elaborado em 2011, cerca de 1.655 moradias na Rocinha estão localizadas em áreas de risco de deslizamento de terra. A Rocinha é um bairro vulnerável às tempestades por causa de suas características geográficas. O crescimento demográfico e o desmatamento irregular contribuem para esses deslizamentos.

A Rocinha possui um histórico de temporais que deixaram lembranças negativas para os moradores. Em 1966, dezenas de moradores morreram e outras ficaram feridas após uma pedra se soltar do Morro Dois Irmãos. “Os corpos eram trazidos para a SOREG (antigo clube) e ficavam enfileirados na borda piscina”, relembra Devaldo Oliveira, 61 anos.

Desabamento na Estrada da Gávea, n° 242, próximo a jaqueira da Rua 1. (Foto: Val DiOlyvera

Desabamento na Estrada da Gávea, n° 242, próximo a jaqueira da Rua 1. (Foto: Val DiOlyvera

No ano seguinte, outro temporal deixou dezenas de moradores desabrigados por causa de desabamentos de barracos nas localidades “Faz Depressa”, Rua 2 e Rua 3.

Em 1988, a chuva derrubou casas e obrigou a transferência de moradores para a Cidade de Deus. Oito anos depois, em 1996, duas crianças morreram no desabamento de uma casa. Toneladas de pedras e lama desabaram sobre o túnel Zuzu Angel bloqueando as pistas da Autoestrada Lagoa-Barra.

Após tragédia, Prefeitura investe em obras

Em 2010, duas mulheres morreram soterradas no Laboriaux, parte alta da Rocinha, após um forte temporal. Para evitar novas tragédias, a Prefeitura do Rio investiu cerca de R$ 26 milhões em obras de contenção na Dionéia, Vila Verde, Macega e Laboriaux.

Existem nove estações de sirenes e quatro pluviômetros instalados, que são acionados em caso de identificação de fortes chuvas na região como alerta aos moradores. Além disso, se as sirenes forem acionadas, existem nove pontos de apoios em diferentes pontos da Rocinha.

“Os moradores podem se abrigar no CIEP Dr. Bento Rubião; Centro Comunitário da Rua 1; Quadra da Cachopa e Rua 1; Paróquia N.S. da Boa Viagem; AMABB; GRES Acadêmicos da Rocinha; E.M Paula Brito e Oficina do Sucesso”, informa Sidnei Jataraiba, administrador regional.

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